sábado, 10 de abril de 2010

Velocidade de Escape

Eu é que digo isso, não me roubes a minha frase, eu é que fujo por falácias lógicas, por entre covardias linguísticas. Não esperas que eu acredite nisso, nas minhas próprias palavras mágicas de fuga. Não existe imparcialidade, o afastamento teria que ser sempre total, não seria ingénuo ao ponto de acreditar que podia tocar te sem te tocar, de alienar só uma parte de mim.
Tento ignorar fotos mentais, imagens, imagens e mais imagens, são tantas, que me levam a loucura, uma por uma, minuto por minuto, ainda não me distanciei delas, ainda não me removi do momento, ainda é uma visão em primeira pessoa, pornografia mental.
Linhas perdidas por existências insignificantes, forças de outros tempos marcados pela indiferença.
Neste meu ponto de conjectura, centro do universo, olho para lá dos tempos que passam. Aprecio a música como silêncio em movimento, dinâmico, nunca estático, nunca comum. Como uma parte intrínseca da minha existência, uma ponte para fora do centro do ruído humano, para subúrbios mais acolhedores. Não poderia continuar a viver se ela me deixasse.

3 comentários:

Miss Murder disse...

Tu tens milhentos blogs eu não sei qual seguir...

Flávio Neto disse...

Podes sempre seguir este, é o (relativamente mais) constante de todos, e o único é genuinamente meu.

Miss Murder disse...

Sim agora já não me engano... ganhaste uma seguidora amigo Geek!!