domingo, 6 de janeiro de 2008

Face



Um universo beija-me suavemente enquanto eu desejo as ruas cobertas de morte…
Sonhei ontem que gritava na avenida até perder a voz…
Sonhei com a tua sombra, perdida, à beira da ria...
Estranho, nunca te vi cá…
Sincero, já não me lembro da tua face, lembro-me do teu riso como se estivesses aqui, lembro-me tão bem da textura da tua pele, do teu cheiro...
Sim, o universo beija-me suavemente enquanto desejo ver as ruas cobertas de cadáveres…
Penso nisso todo o dia, naquele sentimento que não me larga, não me solta, não me deixa viver, de que está tudo correcto mas que eu continuo todas as escolhas erradas.
A procura de amor em todos os lugares errados…cresce!
Não chames a morte a ti, saboreia o beijo do universo, amanhã é outro dia. Talvez te veja, o mundo é pequeno, talvez me lembre da tua cara no momento mais irónico, talvez me esqueça da tua pele, não sei, não saberei.
Não sei.

4 comentários:

O Raposo, the foxman disse...

Sonhas com a morte porque essa face já morreu.

Anónimo disse...

olá man!
este texto tá excelente.
gostei.
a noite, os sonhos e a morte dão temas ricos para uma pessoa escrever quer sob a forma de prosa ou verso.
tens mto jeito.
keep it up! :)
cuida-te e bom trabalho.

Abraço,
Andre

Master G disse...

Ressuscita de novo...anda lá...explode um pouco de ficção nessa tua realidade

AnCaLaGoN disse...

"Não chames a morte a ti, saboreia o beijo do universo, amanhã é outro dia. Talvez te veja, o mundo é pequeno, talvez me lembre da tua cara no momento mais irónico, talvez me esqueça da tua pele, não sei, não saberei.
Não sei."


"Get Drunk

Always be drunk. That's it! The great imperative! In order not to feel Time's horrid fardel bruise your shoulders, grinding you into the earth, Get drunk and stay that way. On what? On wine, poetry, virtue, whatever. But get drunk. And if you sometimes happen to wake up on the porches of a palace, in the green grass of a ditch, in the dismal loneliness of your own room, your drunkenness gone or disappearing, ask the wind, the wave, the star, the bird, the clock, ask everything that flees, everything that groans or rolls or sings, everything that speaks, ask what time it is; and the wind, the wave, the star, the bird, the clock will answer you: "Time to get drunk!" Don't be martyred slaves of Time, Get drunk! Stay drunk! On wine, virtue, poetry, whatever!

Charles Baudelaire"



Espero ter-me feito entender :)