terça-feira, 2 de junho de 2009

Explorações

A exploração de obsessões é um bom entretenimento para o domingo à noite.
Dar um pouco de sabor à carcaça que tens alojada naquele canto da tua mente a que chamas passado. Jogar mais um jogo, matar mais tempo que te afasta dos momentos aceitáveis para tais actividades intelecto-onanistas. Sem fluidos, não há espaço para isso e os sistemas eléctricos são sensíveis, não tão estranhos e sensíveis como o resto dos teus pares.
Primeiro número raro, último número que lês por hoje. Pequenos quadradinhos de fuga, estorias a roçar os limites do verosímil dentro dos seus próprios omniversos, as regras são flexíveis, já chega não atravessares paredes na vida real.
Ou ler mentes, mas isso não é problema, não perdes muito.
Enfadas-te na 63º vez que revives esta fantasia, e procuras as tuas próprias fantasias.
O teu próprio salto quântico, um pulo ao teu passado.
Recomeçar algures onde poderias mudar, aproveitar novas conceptualizações que vieram demasiado tarde, algures em tempos mais esponjosos, onde aprenderias todos os movimentos que os teus velhos ossos já não imitam, onde poderias ensaiar num palco vazio tudo o que aprendeste.
Adestras na tua mente as possibilidades, regras e condições. Ler todos os livros que não tens tempo para ler agora, não poderias revelar ao mundo a tua origem e terias que esquecer todos os que amaste neste futuro prestes a ser rescrito, as saudades do futuro são sempre as piores e os paradoxos rasgam galáxias.
Contemplas o odioso paradoxo da predestinação, de como terias que conter as poucas memórias que restassem desse salto, de como certas coisas não podem ser evitadas.
No entanto…
Tudo seria diferente, dominarias, recuperarias tempos perdidos em introspecções destrutivas e destrutivas tentativas.
Um deus dourado.
Um demónio alado.
Potencialidades elevadas ao Sol da tua existência.
Fantasias, são resquícios do lodo primordial de uma vida de nunca estares onde queres, de nunca sentires o que deves sentir.
Retomo obsessões externas

5 comentários:

Lovernios, o Raposo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lovernios, o Raposo disse...

Reconhecer as próprias obcessões é o primeiro passo... o segundo é avalia-las. Cagar para elas e continuar é o inevitável passo final. É a vida!

Lady Misha )O( disse...

É bom reler-te... Os teus textos são muitas vezes o espelho daquilo que muitos de nós sentem e nada dizem...

As nossas obsessões são um prazer único que nos faz viver...

Bjs

Anónimo disse...

Sabe bem voltar a visitar os blogs habituais, depois de uma imensidão de tempo, e ler-te... És um génio! Adorei o "omniverso"

angie

AnCaLaGoN disse...

blargh, é o som que o universo nos traz, cada vez que tentamos meter a cabeça pa fora da janela e perceber o que se passa.... blargh!!!!